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Quando a farda se confunde com o crime: O roubo de gado e a descredibilização das Forças Armadas na Guiné-Bissau

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Por Miguel Vicente Datchuplam Licenciado em Ciência Política e Relações Internacionais Num país como a Guiné-Bissau, onde a fragilidade institucional e os desafios à boa governação já são por si complexos, a participação de militares em atos de criminalidade comum, como o roubo de gado, representa uma afronta grave ao Estado de Direito e à segurança das populações rurais. O roubo de gado, prática antiga e persistente no leste e norte do território nacional, tem gerado perdas avultadas para criadores e comunidades camponesas. No entanto, o que mais preocupa atualmente não é apenas o roubo em si, mas as reiteradas denúncias da implicação de elementos das forças armadas e da guarda nacional na coordenação, proteção e execução desses atos criminosos. Relatos oriundos de regiões como Gabu, Bafatá e Oio apontam para um padrão: homens armados, alguns identificados como militares em serviço ou fora dele, participam diretamente no furto de gado ou garantem a “segurança” da operação para que o g...

REFLEXOS E DESAFIOS: OS HOMENS DO MEU PAIS E A POLÍTICA

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Por Miguel Vicente Datchuplam Licenciado em Ciência Política e Relações Internacionais  Há, na política da Guiné-Bissau, um espelho partido onde os homens se veem e não se reconhecem. Um reflexo distorcido dos heróis que juraram liberdade, mas cujas sombras, hoje, rondam os corredores do poder como espectros de uma independência inacabada. Desde os dias do sonho revolucionário, em que se gritava "terra a quem nela trabalha", os homens da política guineense foram se afastando do povo e se aproximando do privilégio. O Estado, concebido para ser um instrumento de justiça social, foi, pouco a pouco, transformado em propriedade privada — repartido como quem divide espólios de uma guerra vencida sem paz. E assim, os palácios tornaram-se fortalezas, e os gabinetes, trincheiras. Os discursos, repetições de promessas cansadas. E os partidos, clubes fechados onde o debate dá lugar à lealdade cega. Os homens, outrora camaradas de luta, tornaram-se senhores de feudos políticos, onde a id...

NUMA NAÇÃO DEMOCRÁTICA, A SOCIEDADE CIVIL TEM VOZ — MAS OS “POLÍTICOS ” QUEREM NOS CALAR

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Por: Miguel Vicente Datchuplam  Numa verdadeira nação democrática, a sociedade civil é o coração pulsante da participação cidadã. É através dela que o povo se organiza, reivindica direitos, fiscaliza o poder e propõe mudanças. A democracia não se resume ao ato de votar, mas se realiza plenamente quando cada cidadão pode se expressar, mobilizar e lutar por justiça social, transparência e dignidade. Contudo, em muitos contextos, os chamados “políticos” — aqueles que deveriam ser representantes do povo — esquecem sua missão. Uma vez no poder, agem como donos da vontade popular. Tentam silenciar críticas, ignorar reivindicações e deslegitimar movimentos sociais. Criam obstáculos, censuram vozes dissidentes e tratam a participação da sociedade civil como uma ameaça, e não como um pilar essencial da democracia. Essa tentativa de calar o povo é um ataque direto à liberdade e à construção de uma sociedade mais justa. Mas a história mostra que, mesmo diante da repressão e da tentativa de si...

OPINIÃO PUBLICA: A Falha da Democracia na Guiné-Bissau

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 A Falha da Democracia na Guiné-Bissau Por: Miguel Vicente Datchuplam  Licenciado em Ciência Política e Relações Internacionais  A democracia, entendida como o poder exercido pelo povo, deveria ser a base de um Estado justo e estável. Na Guiné-Bissau, apesar da existência de uma Constituição, de eleições periódicas e de instituições republicanas, a prática democrática continua profundamente comprometida. A instabilidade política crônica, a corrupção generalizada e a fragilidade institucional demonstram que a democracia no país tem falhado em cumprir seu propósito fundamental: garantir o bem-estar e a soberania popular. Desde a independência, a Guiné-Bissau tem enfrentado sucessivos golpes de Estado, interferências militares e mudanças abruptas de governo. Esses eventos minam a confiança do povo nas instituições e interrompem qualquer tentativa consistente de desenvolvimento político e econômico. O poder, muitas vezes, é disputado entre elites políticas e militares, enquan...

MULHER, SEJA SEMPRE AFRICANA

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 Mulher, Continua a Ser Africana, como Fizeste no Dia da África Continua a erguer a cabeça com a mesma dignidade com que celebraste o dia da tua origem. Deixa que cada passo teu lembre o som do batuque que embalou os teus ancestrais. Usa o teu pano com orgulho, como quem veste história, como quem carrega reinos na pele. Mulher, continua a ser africana no falar firme, no olhar profundo, na força silenciosa que transforma o mundo. Não deixes que te apaguem, nem que te moldem. Tu és raiz, és flor, és fruto. És a que dança com os pés na terra e os olhos no futuro. No Dia da África, lembraste a tua origem. Mas nos outros dias, reafirma o teu lugar. Na sala de aula, no mercado, no lar — seja exemplo, seja voz, seja presença. Continua a ser africana quando amares, quando sonhares, quando lutares por justiça. Não esqueças que a tua beleza está no que te torna única — Na tua língua, na tua pele, no teu cabelo, na tua coragem. És filha de rainhas, irmã de guerreiras, mãe de gerações. És Áfri...

SEJA AFRICANO TODOS OS DIAS

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   Ser africano vai muito além de celebrar o Dia de África (25 de maio). Ser africano é um compromisso diário com as nossas raízes, culturas, valores e identidades. É reconhecer a beleza da diversidade dos nossos povos, a força da nossa história e a riqueza das nossas línguas, tradições e saberes. O Dia de África é um marco importante, sim. É o momento em que celebramos a libertação dos povos africanos do colonialismo e reafirmamos a luta pela unidade, paz e desenvolvimento do nosso continente. Mas não podemos limitar o orgulho africano a um só dia no calendário. Ser africano é falar com orgulho a nossa língua materna, valorizar os nossos produtos locais, respeitar os mais velhos e cuidar da nossa terra. É defender os nossos direitos, estudar a nossa história e trabalhar para um futuro melhor para todos. É também combater os preconceitos e construir uma África onde todos possam viver com dignidade. Por isso, sejamos africanos todos os dias. Com consciência, com amor e com açã...

Agradecimento ao partido vencedor das eleições legislativas de 4 de junho e aos partidos com assento parlamentar

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 OPINIÃO PÚBLICA Miguel Vicente Datchuplam Licenciado em Ciência Política e Relações Internacionais  Agradeço a Coligação PAI- TERRA RANKA pelo objetivo alcançado. Assumir a governança de um país é assumí-lo com grande responsabilidade, lembrando sempre que, o povo foi quem escolheu, devemos levar em conta o interesse do povo e o interesse do país e não um certo grupinho de pessoas. Aos partidos que não conseguiram assento no parlamento, que continuam a trabalhar em prol do interesse Nacional e da Democracia. Caro Líder de PAI-TERRA RANKA, mais uma vez felicito essa consagrada vitória, que o governo seja formado pensando pelo nosso bem (bem do povo Guineense). Foi a Guiné-Bissau quem ganhou essas legislativas, devemos sempre unir, juntando as nossas mãos rumo à construção da nossa querida Pátria, que o diálogo seja a ferramenta principal entre os filhos de Guiné. Ódio, intriga... só nos faz voltar atrás. Caros Deputados e futuros Ministros e Secretários/as de Estado, ao assum...

Guiné-bissau acima de tudo

 Não defendo nenhum partido político e nem um grupo de pessoas. O meu interesse é para com o país e o povo desse país (Guiné-bissau), devemos por em mente que a pátria não é de ninguém, é de todos nós. Devemos estar de mãos unidas para desenvolvê-la, quem tem um pensamento negativo, que só destrói e não constroe, essa pessoa não pensa o melhor para o pais. Não devemos estar acima das leis, essas leis foram criadas para regular a nossa conduta dentro da sociedade, ninguém é superior e nem inferior a lei, somos todos iguais. Devemos tratar o qual com o igual e o diferente com o diferente.

Voto Consciente: um forte instrumento de mudança política e social guineense

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É importante que o eleitor procure se informar a respeito das ideias do partido político ao qual o seu candidato está filiado, pois a ideologia partidária – ou seja, os propósitos daquela legenda – está ligada ao que o candidato escolhido realizará se for eleito. O eleitor deve estar atento à atuação de cada candidato. Aqueles que possam tentar comprar votos ou oferecer alguma vantagem em troca de apoio político certamente continuarão a promover a corrupção se forem eleitos. Precisamos entender, contudo, que nem todo político é igual ou corrupto. Existem candidatos interessados em promover uma mudança social e política, por isso devemos buscar conhecer as propostas do candidato e do seu partido, assim como o seu passado. De outra parte, considerando que, nas eleições legislativas deste ano, haverá disputa , é importante para o aperfeiçoamento da conscientização cívica.
Aprenda: quando não defendemos nossos direitos, perdemos a dignidade e a dignidade não se negocia. O povo é forte , juntos somos mais do que eles. Sei que quase ninguém leu, mas serve para o que estamos passando hoje na política da Guiné- Bissau. Precisamos tomar as rédeas do nosso país. Estamos a deriva, jogados, sem ninguém por nós.

Transar é Arte

Transar é arte, gozar faz parte, engravidar é moda. Mas assumir é foda .

PAZ PARA A GUINÉ- BISSAU

QUERO A PAZ PARA A MINHA GUINÉ-BISSAU Os tempos sofrem mudanças e nem sempre para melhor, nem idosos, nem crianças se sentem em segurança, porque as mentes mais perversas desprovidas de valores(a quem os senhores doutores , que fazem valer as leis rotulam de esquizo frénicos para tentar justificar todas as atrocidades com contornos de malvadez , com que sem humanidades e rouba a dignidadee a inocência, por vezes... Na era da insegurança mata-se à queima roupa , sem que a consciência pese, deixando filhos sem pais, deixando um rasto de medo . E os assaltos diários vão espalhando o terror com rostos encapuzado s que nada têm de humanos vendem a alma ao diabo e atormentam a gente. Se há sol que chegue para todos, porquê ódios, porquê guerras? Soltem a pomba da paz deixai-a voar nos céus, sem temores, sem amarras Quero a minha terra em paz, quero a paz na minha Guiné-Bissau!

Soft Power e Hard Power

O hard power contra o Soft Power  Alguns cientistas políticos distinguem entre os dois tipos de poder: Hard e Soft. O primeiro é coercitivo e o segundo é de atração. O hard power se refere a táticas coercitivas: a ameaça de uso das forças armadas, pressão econômica ou sanções, assassinato e subterfúgios, ou outras formas de intimidação. O hard power é geralmente associado às nações mais fortes, que podem mudar os assuntos internos de outras nações através de ameaças militares. Realistas e neo-realistas, como John Mearsheimer, são defensores do uso de tal poder para o equilíbrio do sistema internacional. Joseph Nye é o principal defensor e teórico do soft power. Os instrumentos do soft power podem incluir debates sobre valores culturais, diálogos sobre a ideologia, a tentativa de influência por meio de um bom exemplo e o apelo normalmente reconhecido sobre os valores humanos. Meios de exercer o soft power podem incluir a divulgação da diplomacia, da informação, análise, propag...

Analise bem

Tire um tempo para analisar e ouça mais do que fala, sinta mais do que julga, perceba a vida em sua totalidade, tal como ela é. Nesse momento, você pode entender as peculiaridades e, assim, encontrar solução para aquilo que te perturba ou até mesmo compreender algumas situações da sua vida.  Silenciar-se é um ato de sabedoria e traz ótimos resultados.
Devemos expulsar os políticos demagogos e hipócritas Não custa nada insistir na busca de um novo tipo de político que alie o discurso a pratica.  A sociedade guineense não suporta mais conviver com políticos que dizem uma coisa no momento de campanha eleitoral  e fazem outra quando estão no poder. Chega de políticos que fazem da atividade política um meio para atingir objetivos pessoais.  O político guineense, nesse caso não convém citar nem o termo exceção, porque são tão poucas, que num universo tão amplo, pouco ou quase nada representam.  E quando o político guineense  representa uma exceção em termos comportamentais; geralmente não tem o devido preparo para representar os interesses da população.